04-10-2012 – Roubo a casas assusta Região Oceânica de Niterói

Família vive momentos de terror após bandidos armados invadirem residência. Todos foram amarrados com fios enquanto suspeitos roubavam pertences e dinheiro

Família da Região Oceânica de Niterói passou por momentos de terror após ter a residência invadida por bandidos armados. Três homens roubaram aparelhos eletrônicos, roupas, tênis, perfumes, produtos importados e mais de R$ 2 mil em dinheiro. Foto: Evelen Gouvêa
Família da Região Oceânica de Niterói passou por momentos de terror após ter a residência invadida por bandidos armados. Três homens roubaram aparelhos eletrônicos, roupas, tênis, perfumes, produtos importados e mais de R$ 2 mil em dinheiro. Foto: Evelen Gouvêa

A Região Oceânica responde pelo maior número de roubos a residências da cidade neste ano. De acordo com os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), a localidade já computou 33 crimes como esse, o correspondente a 33,6% das 98 incidências detectadas oficialmente em toda a Niterói. Na noite da última quinta-feira (27), um casal de empresários morador das proximidades da Avenida Professor Lealdino Alcântara,  em Piratininga foi surpreendido e, após serem feitos reféns por mais de 30 minutos em sua própria casa, elevaram as estatísticas.

“Foi por volta das 21h. Haviam seis adultos e duas crianças, meus filhos de 3 e 7 anos, respectivamente, na casa. Uma amiga nossa veio nos visitar e estávamos aguardando o táxi dela chegar. Eu não quis esperar e saí para recolher o meu carro, que estava na rua. Quando fui fechar o portão da garagem o taxista parou, mas saiu de forma rápida, olhei para o lado e um homem com uma pistola na mão me mandou abrir tudo. Ele entrou com mais dois outros, eram brancos, tinham uns 20 anos. Vi um outro sujeito esperando por eles lá fora em um carro, porém, não consegui identificar”, contou o empresário, sem querer se identificar.

Segundo ele, depois de invadirem o imóvel armados, os bandidos amarraram todos da casa com fios de carregadores de celular e os levaram para um dos quartos da casa.

“Um deles ficou nos vigiando na porta enquanto os outros pegaram celulares, tablets, laptops, joias, roupas, tênis, perfumes, produtos importados, aparelhos de som, videogames e mais de R$ 2 mil em dinheiro. Ficavam me perguntando do cofre, ameaçando me matar na frente da minha esposa e dos meus filhos. Me lembrei que meu padrasto estava a caminho, se chegasse e visse a situação, as coisas ganhariam contornos mais perigosos ainda”, detalhou, completando.

“Alertei sobre isso. Aí eles colocaram tudo no carro de um dos nossos amigos, estacionado na nossa calçada, e foram embora. Minha mulher conseguiu desamarrar uma das mãos, desatou uma das minhas mãos também e, ainda amarrado, fui correndo até o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Camboinhas. A viatura chegou uns dez minutos depois. Fui à 81ª DP (Itaipu) e registrei tudo, contudo, estamos com muito medo porque em mais de 30 anos morando aqui, só soubemos de algo assim há muito tempo atrás e de um sequestro no ano passado. Mesmo assim, ficamos atentos, nunca facilitamos”, acrescentou.

Após demonstrar que a residência possui alarme interno e externo, a esposa do empresário relatou que todos os vizinhos dizem conhecer alguém da região vítima de crimes parecidos. “Não adianta ter sistema de câmeras, seguro, nem nada do tipo. Os bandidos estão fazendo isso de cara limpa. Várias dessas abordagens foram na rua, quando se chega do trabalho ou de viagem, sendo necessário abrir um portão para entrar, todavia, se sempre ao sairmos acontecer algo assim, então a solução é não sair mais de dentro casa?”, questionou.

“Em uma área onde não se encontra um imóvel por menos de R$ 400 mil, a segurança está deixando a desejar”, completou a mulher, expondo o desejo do casal de se mudar da região.

A 81ª DP (Itaipu) informou que já investiga o caso. Segundo informações, criminosos oriundos de comunidades da Zona Oeste do Rio estariam envolvidos em ações desse tipo ao longo de toda a Região Oceânica de Niterói.

“Falta efetivo. Quando há escassez da presença policial, acontecem situações assim. Depois do consumado, só resta o trauma, chorar e rezar para não se vivenciar algo igual de novo”, resumiu o presidente da Câmara de Segurança da Região Oceânica (CSRO), Renan Lacerda.

Por sua vez, o 12º BPM (Niterói) assegurou que o patrulhamento e policiamento da localidade é feito de forma permanente e ostensiva.

Pelos dados do ISP, os registros de roubos a residências na Região Oceânica, entre janeiro e agosto de 2012, atingiram uma média de 4,1 casos mensais. Jurujuba (3,8), Icaraí (2,8), Fonseca (1,1) e o Centro (0,5) completam a relação.

Fonte: Site do Jornal O Fluminense

One comment

  1. Absurdo!!! Queremos mais respeito das autoridades em todas as esferas e poderes e mais policiamento. A RO é em Niterói a localidade de maior desenvolvimento e não pode ficar desguarnecida sem segurança !!!

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